A inspiração não tem esconderijos. Os desenhos de Afonso Cruz tanto podem nascer de um gesto como de um objeto, mas na maior partes das vezes quem manda é mesmo a história. Os textos são mastigados com cuidado e, à medida que avança a digestão, as palavras dão lugar a ideias. As ilustrações aparecem depois no ecrã do computador portátil, aparelho mágico que lhe permite trabalhar em qualquer parte do mundo.

Tentativa e erro. Repetir. Para Afonso Cruz, ilustração é experimentação. O trabalho em ambiente digital facilita a aplicação deste método: experimentar formas e cores até encontrar o melhor resultado. Troca-se o papel pelo pixel e é mais fácil voltar atrás. Com a ajuda da tecnologia, comunicar através de imagens torna-se vital num mundo cheio de informação. Nem todos tenham essa necessidade, mas no caso de Afonso Cruz não há dúvidas: é uma pulsão.

O Livro do Ano  (Alfaguara, 2009)
Capital  (Pato Lógico, 2014)
A Contradição Humana  (Caminho, 2010)
Infante D. Henrique - O Navegador dos Sonhos  (Texto Editores, 2010)
Henriqueta - A Tartaruga de Darwin  (Texto Editores, 2009)
Galileu - À Luz de Uma Estrela  (Texto Editores, 2009)
Alfabeto dos Países  (Oficina do Livro, 2009)
A Minha Primeira República  (Dom Quixote, 2009)
O Livro do Ano  (Alfaguara, 2013)
Assim, Mas Sem Ser Assim  (Caminho, 2013)