Internacionalização

O trabalho de escritor implica bastante disponibilidade ao longo do ano, sobretudo nas épocas da primavera e do outono, alturas em que acontecem a maior parte dos festivais nacionais e internacionais, bem como as visitas a escolas, bibliotecas e universidades. Nesse sentido, a vida de Afonso Cruz mudou muito, até porque a sua agenda internacional cada vez mais intensa implica ausências mais prolongadas. No contacto com o público, a disponibilidade e o feitio do autor acabam por ser determinantes e não tanto a vocação para «performer» de cada um. Ao escritor basta falar sobre os seus livros, sobre a literatura. Ou mesmo sobre política e sociedade. De alguma forma, os escritores sempre falaram em público para os seus leitores e o que se passa agora, com o acelerar da actividade editorial, é que a cultura chega a mais lugares. E se falamos de lugares, Afonso Cruz não tem um preferido no seu currículo internacional. Até porque a uma experiência muito positiva pode corresponder na vez seguinte um momento menos bom no mesmo local.

 

O escritor e as suas circunstâncias, sempre. Ainda assim, por razões diferentes, o autor destaca a Colômbia, a Alemanha, a República Checa ou a Polónia como lugares de boas memórias literárias e pessoais. Também as traduções são uma maneira de chegar ao outro, mesmo que muitas vezes o autor não consiga ler o seu próprio livro nas línguas que já o acolheram. Aqui, tudo passa pela confiança no trabalho de editores e tradutores, que já viram o seu trabalho reconhecido ao lidarem com os originais de Afonso Cruz. Daqui para a frente, o autor gostaria de chegar a todos os países onde ainda não está traduzido e de alcançar mais e mais leitores através dos idiomas mais falados. Sem barreiras de contexto. Até porque toda a literatura pode ser universal, desde que seja boa.

Prémios

Os prémios foram determinantes para Afonso Cruz, até porque originalmente não vinha do território da literatura. As distinções ajudaram a que as primeiras publicações não fossem consumidas pela vertigem da novidade, que faz com que muitos livros desapareçam rapidamente das livrarias, e despertaram o interesse dos media. Receber um prémio é gratificante, implica reconhecimento, mas também alguma sorte. No momento da escolha final, é preciso que haja sintonia entre os jurados.

 

E para reconhecer o trabalho de Afonso Cruz já houve, mais do que uma vez, até porque já foi premiado em várias áreas do seu trabalho, do romance ao conto, passando pela ilustração. O segredo: trabalhar com gosto pelo que se faz, de forma a que trabalho, ócio e lazer acabem por ter as fronteiras diluídas. Daí, desse prazer na criação, virá a percepção da qualidade.

O pintor debaixo do lava-loiças
Mais informação: Bookoffice
Jesus Cristo bebia cerveja
Mais informação: Bookoffice
Os livros que devoraram o meu pai
Mais informação: Bookoffice
O cultivo das flores de plástico
Mais informação: Bookoffice
A boneca de Kokoschka
Mais informação: Bookoffice
O livro do ano
Mais informação: Bookoffice
Enciclopédia da Estória Universal
Mais informação: Bookoffice
Capital
Mais informação: Bookoffice
Assim, mas sem ser assim
Mais informação: Bookoffice
A cruzada das crianças
Mais informação: Bookoffice
A contradição humana
Mais informação: Bookoffice
Para onde vão os guarda-chuvas
Mais informação: Bookoffice